A Terapia por Contensão Induzida (TCI) é uma abordagem de reabilitação neurológica utilizada principalmente para tratar pacientes que sofreram lesões cerebrais, como acidente vascular cerebral (AVC), e apresentam hemiparesia (fraqueza de um lado do corpo). O protocolo original foi desenvolvido pelo neurocientista Edward Taub, na Universidade do Alabama (EUA).
A técnica se baseia na ideia de “não uso aprendido” do membro afetado — ou seja, o paciente para de usar o lado comprometido por causa da dificuldade, o que agrava a perda de funcionalidade. A TCI visa quebrar esse ciclo ao estimular o uso do membro enfraquecido.
Promover a recuperação funcional do membro afetado.
Estimular a neuroplasticidade, ou seja, a capacidade do cérebro de se reorganizar e formar novas conexões.
Melhorar a coordenação motora e o controle do movimento.
Reduzir a dependência de dispositivos de apoio ou da ajuda de terceiros.
Aumentar a autoconfiança do paciente em tarefas do dia a dia.
Em crianças, como nas que têm paralisia cerebral hemiparética, a abordagem é adaptada com atividades lúdicas e envolvimento da família.
Avaliação inicial: inclui testes de força, coordenação, amplitude de movimento e funcionalidade do membro afetado.
Ferramentas comuns de avaliação:
Acompanhamento contínuo: com reavaliações periódicas para ajustar o plano terapêutico e garantir progressos.
Relatórios clínicos e feedback são usados para medir o desempenho e engajamento do paciente.
Pessoas com hemiparesia decorrente de:
Entre outras condições neurológicas.
A TCI é baseada em estudos de neuroplasticidade que demonstram que a prática intensiva e direcionada pode modificar circuitos neurais.
Estudos e autores principais:
Natália Duarte Pereira, Jocemar Ilha, Sarah Monteiro dos Anjos and David Morris. International Journal of Rehabilitation Research 2022, 45:215–222.
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